Christopher Lee - Uma Lenda Viva

 Christopher Lee é o único ainda vivo (nascido em 1922), de um grupo de atores que moldaram o cinema de Horror ao longo dos anos 50, 60 e 70 do século passado, ao lado de Vincent Price (1911-1993), Peter Cushing (1913-1994), John Carradine (1906-1988) e Donald Pleasence (1919-1995), entre outros, e que tem sua carreira principalmente marcada pelas interpretações como o Conde Drácula (da produtora inglesa “Hammer”) e diversos outros vilões igualmente significativos. Mesmo com a idade avançada, Lee continua atuando marcando sua presença em filmes importantes como “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (99)”, “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel” (2001), “O Senhor dos Anéis: As Duas Torres” (2002), “Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones” (2002), “Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith” (2005), “Rios Vermelhos 2: Anjos do Apocalipse” (2004), e outros.

Christopher Frank Carandini Lee nasceu no dia 27 de maio de 1922 em Londres, Inglaterra, filho do Tenente-Coronel Geoffrey Trollope Lee e de Marchesina Estelle Marie Carandini di Sarzano, a neta de um refugiado italiano, mas seus pais acabaram se separando em 1926 e Marchesina levaria Lee e sua irmã Xandra.

Enquanto Lee ainda era uma criança, sua mãe retornara para Londres e casara novamente com um banqueiro chamado Harcourt George St.-Croix, primo de Ian Fleming, autor dos livros de James Bond. Entretanto, futuramente ela se separaria de novo. Depois de estudar no Wellington College dos 14 aos 17 anos, Lee trabalhou para algumas empresas navais até o ano de 1941, quando se alistou na força aérea real e lutou na Segunda Guerra Mundial, onde saiu com a patente de tenente.

Depois de ser liberado do serviço militar, optou pela carreira de ator, conseguindo um contrato de sete anos com a produtora “Rank Organization”. Após discutir seu interesse com o seu tio Nicolò Carandini, o embaixador italiano, acaba começando em pequenas participações em filmes como Escravo do Passado (1948). Lee também participou brevemente do filme Hamlet (1948) de Laurence Olivier, onde apareceu também seu futuro parceiro de filmes e amigo pessoal, Peter Cushing. Ambos os atores apareceriam em Moulin Rouge (1952), mas contracenariam juntos apenas nos filmes de terror.

Nos primeiros anos da década de 50, Lee participou de numerosos filmes e produções para a televisão, entretanto o estrelato viria apenas após sua associação com a “Hammer Film Productions”. Lá, Christopher Lee começaria com A Maldição de Frankestein (1957), em seguida seu papel mais lembrado, como Drácula em Vampiro da Noite (1958), e depois com A Múmia (1959) e O Cão dos Baskervilles (1959), todos co-estrelados por Peter Cushing. Lee faria mais filmes no papel do vampiro Drácula, nas sequências durante as décadas de 60 e princípio de 70, totalizando seis filmes neste papel, cinco na Hammer.

Durante este período, ele fez várias participações como Fu Manchu, sendo que o mais notório foi o primeiro da série, The Face of Fu Manchu (1965), e mais um monte de produções na Europa. Com sua própria produtora, a “Charlemagne Productions Ltd.”, Lee fez Terror na Penumbra (1972) e Uma Filha Para o Diabo (1976).

A partir da metade da década de 70, Christopher Lee resolveu descolar um pouco das produções de terror e finalmente conseguiu conquistar a América, principalmente com o papel do vilão Francisco Scaramanga em 007 Contra o Homem da Pistola de Ouro (1974). A partir de então, Lee tornou-se um dos atores mais ocupados de Hollywood, com diversas produções para a TV e cinema, tanto nos Estados Unidos quanto na Inglaterra. A carreira de Christopher Lee é revitalizada no começo do século 21 com aparições marcantes em duas das franquias mais rentáveis da história do cinema: O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001) e As Duas Torres (2002) como o mago Saruman, e Star Wars: Episódio II - O Ataque dos Clones (2002) e Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith (2005), como o Conde Dooku (ou Dookan, como queiram). Seu trabalho é reconhecido no ano de 2001 em sua terra natal quando recebe a “Comenda da Ordem do Império Britânico” por sua contribuição para a arte, merecidíssimo por sinal. Todo este ritmo de trabalho não parou no cinema: Lee chegou a dublar personagens em games como “Kingdom Hearts II” e “GoldenEye: Rogue Agent”, e é claro aguardamos ainda mais deles.

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