Um imenso objeto metálico emerge das profundezas da terra para a superfície e espanta os moradores da pequena cidade de  Riverdale, Illinois. Quando as autoridades locais passam a investigar aquele misterioso objeto, descobrem que está em curso um plano macabro orquestrado por seres desconhecidos oriundos do centro da Terra.

Os Devoradores de Cérebro (The Brain Eaters) é um filme estadunidense de Horror,  originalmente lançado em 1958, dirigido por Bruno VeSota, produzido pelo lendário Roger Corman e estrelado por Ed Nelson, Alan Jay Factor e Cornelius Keefe.

O ator Bruno VeSota queria dirigir um filme de Horror, então contatou o mestre dos filmes de baixo orçamento para ajudar na produção. Roger Corman o auxiliou e, com apenas seis dias de filmagens, o filme estava pronto. The Brain Eaters se tornou um grande clássico da TV nas décadas de 1960 e 1970, sendo exibido por vários anos na programação noturna de emissoras de diversos países. No Brasil, o filme foi exibido no final da década de 1960 pela TV Globo, na antiga Sessão de Sábado. O filme conta com a participação do ator Leonard Nimoy, numa rápida porém memorável  aparição. The Brain Eaters é mais uma daquelas preciosidades para assistir na escuridão e silêncio da madrugada. Recomendo incondicionalmente.



Título Original: The Brain Eaters (1958)
Cor: P & B
Região do DVD: Todas

Legenda: Português
Idiomas / Sistema de Som:
Inglês - Estéreo
Formatos de Tela: Fullscreen


 
Até o final dos anos 1950, o cinema clássico narrativo pautava-se pelo famoso "happy ending": os filmes tinham que necessariamente terminar com um final feliz. Esta convenção tinha como princípio ativar a consciência moral do espectador e fazê-lo agir no mundo concreto pelo exemplo regenerador do plano simbólico. No gênero de Horror não era diferente, por mais que a ameaça fosse aterradora, no final tudo voltava à normalidade inicial e mocinho e mocinha viviam felizes para sempre.

Com os avanços da psicanálise e as novas descobertas científicas, as artes passaram a ser vistas como uma forma de "canalizar a violência, satisfazer as disposições do imaginário, liberar fantasias, enfim "descarregar" os impulsos considerados inevitáveis, como uma válvula reguladora"¹. No cinema de Horror a função social do espetáculo começou a mudar em 1960, quando o mestre Alfred Hitchcock apresentou ao mundo o seu clássico Psicose, filme que ditaria as bases do horror moderno. Pela primeira vez no cinema, a protagonista teria um final trágico, e o tão usual Happy Ending se viu ameaçado. Além disso, a ameaça assustadora, elemento central no cinema de Horror, antes um fenômeno exterior, distante, associado ao meio rural, passou a adentrar os lares urbanos.



Com tantas atrocidades cometidas durante a guerra do Vietnã e propagadas através da televisão, não convinha mais representar os atos humanos apenas com boas ações: seu lado macabro deveria ser explicitado, e o Horror se encarregou de fazê-lo. Em 1964, H.G. Lewis, o pai do Gore, lançava o seminal Banquete de Sangue (1963), um filme polêmico e repleto de violência gráfica. 


Em 1968, em meio aos protestos por direitos civis, George Romero fortalecia o movimento de contracultura com o clássico A Noite dos Mortos Vivos, uma verdadeira obra prima do Horror moderno.
Nos anos 1990, quando os filmes de José Mojica Marins começaram a ser lançados no exterior, cinéfilos do mundo todo se espantavam com o fato de no Brasil da década de 1960 existirem filmes tão violentos e inovadores na linguagem. Com Zé do Caixão, o Brasil inseria-se no contexto moderno do cinema de Horror, e a sanguinolência estava apenas começando.


Notas:
1 - XAVIER, Ismail. O olhar e a cena – Melodrama, Hollywood, Cinema Novo, Nelson Rodrigues. São Paulo: Cosac & Naif, p. 78, 2003.
  Grande celeiro de tradições místicas desde o período colonial, não há no Brasil nenhum cidadão que não tenha escutado uma história de horror de arrepiar, seja num círculo de pessoas em torno de uma fogueira no interior do país, seja em uma conversa de amigos ou reunião familiar na cidade. Os produtos relacionados a este gênero são recebidos no Brasil com certa avidez, seja na mídia impressa, programas televisivos, histórias em quadrinhos ou cinema. Então, por que razão, não teríamos em nosso cinema uma tradição de filmes de Horror?

 Por muitos anos, o gênero de Horror esteve praticamente invisível dentro da Historiografia do cinema brasileiro, e o famigerado Zé do Caixão, personagem criado pelo lendário diretor José Mojica Marins, aparecia como o único e solitário representante do Horror nacional. Apesar de sua contribuição inestimável para o cinema nacional como um todo, e para o  Horror em particular, o pioneiro Mojica não foi o único realizador a trabalhar com o gênero no Brasil.
  

  Pesquisas recentes têm demonstrado que o Horror está presente no cinema brasileiro desde muito cedo, em filmes como O jovem tataravô (1936), Alameda da saudade, 113 (1951), Chamas no cafezal (1954), O homem lobo (1966) e dezenas de produções que permeiam movimentos do cinema nacional desde os Policiais da fase silenciosa, passando pela Chanchada, Cinema Marginal, Pornochanchada, e continua com força no cinema contemporâneo, apoiado pelas novas mídias.

  Em sua tese sobre histórias de Horror nos filmes brasileiros, Cánepa¹  destaca que existem três tendências do gênero na cinematografia brasileira: o Horror paródico, o Horror de exploração e o Horror clássico.
 

  A Paródia possui uma presença muito forte em nossa cinematografia e, desde muito cedo, tratou de assuntos sobrenaturais e códigos consagrados do cinema de Horror de maneira muito bem humorada, pois, em um país marcado por vigorosas tradições místicas, a ameaça sobrenatural que horrorizava a cultura racionalista europeia, por aqui era recebia com certa naturalidade e até mesmo escárnio². Destaque para O jovem tataravô (1936), Fantasma por Acaso (1946) e Jeca contra o capeta (1975).
 

  O Horror de Exploração, iniciado aqui pelo mestre José Mojica Marins no início da década de 1960, busca manifestar o gênero através da cena abjeta, da mutilação, da exploração do corpo e violência sexual. Esta tendência foi bastante utilizada em filmes da Boca do Lixo, onde, para Cánepa³, foram produzidos os melhores filmes de Horror nacional. O grande representante desta tendência é o seminal À Meia Noite Levarei sua Alma (1964), e sua sequência, Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967), ambos de José Mojica Marins.


  O Horror clássico ou psicológico se caracteriza pela sugestão da ameaça violenta, pela reflexão, pelos dilemas existenciais, pela temática ancestral: normalmente a trama envolve segredos de família e reencarnação(4). No Brasil, esse segmento têm inicio na década de 1950 em filmes como Caiçara (1950), Meu destino é pecar (1952), Veneno (1952), Chamas no cafezal (1954) e Estranho Encontro (1958). Dentro desta tendência, destacam-se os cineastas Carlos Hugo Christensen e Walter Hugo Khouri, com seus filmes góticos e existencialistas da década de 1970. Enigma para Demônios (1975) e A Morte Transparente (1978), de Christensen, e O Anjo da Noite (1974) e As Filhas do Fogo (1978), de Khouri, são os principais representantes desta tendência nos anos 1970.


  O período mais profícuo para o cinema de Horror no Brasil compreende a década de 1970 e inicio da década de 1980, através das produções da Boca do Lixo, Movimento iniciado no final da década de 1960 em São Paulo e que manteve um intenso diálogo com o público(5), fazendo muitos filmes de baixo orçamento serem vistos por milhões de espectadores. 


  O cinema de Horror da Boca é profundamente marcado pelo Cinema de Exploração, onde erotismo e violência permeiam as produções. Nesta fase, destacam-se os realizadores Jean Garrett, com clássicos como Amadas e Violentadas (1975) e Excitação (1976), John Doo com Ninfas Diabólicas (1978) e Excitação Diabólica (1982), David Cardoso com O Pasteleiro, um Gore brutal presente na antologia Aqui, Tarados! (1980), e Luiz Castellini  com A Reencarnação do Sexo (1982).

Cena do filme A Reencarnação do Sexo (1982)
  O final da década de 1980 e início dos anos 1990 foram desastrosos para o cinema nacional como um todo, pois o colapso da Embrafilme e seu fim decretado pelo Governo Collor causou um dano incalculável para o cinema no Brasil, afetando todos os seus segmentos. Neste momento, somente realizadores de filmes de orçamento zero gravados em VHS conseguiram produzir filmes de Horror no Brasil, como o catarinense Peter Baiestorf, responsável por Zombio (1999), considerado o primeiro filme de Zumbi autenticamente brasileiro.
  

  Se a câmera de Super 8 deu independência aos realizadores do Cinema Marginal, o vídeo uma chance aos ultra independentes da década de 1990, a tecnologia das câmeras digitais, a popularização de editores de vídeo e a Rede de Computadores enquanto meio de divulgação, se apresentam como o ápice desse processo de autonomia e libertação dos realizadores frente aos tradicionais padrões de produção.
  

  Após a popularização da tecnologia digital, o cinema de Horror no Brasil ganhou novo fôlego, com ênfase mais uma vez na produção independente, através de cineastas como o capixaba Rodrigo Aragão, autor dos longas Mangue Negro (2008), A Noite do Chupacabras (2011) e Mar Negro (2013), e Dennison Ramalho, responsável por curtas premiados como Amor Só de Mãe (2003) e Ninjas (2010), além de ter atuado como assistente de direção em Encarnação do Demônio (2008), de José Mojica Marins.
  

  Esta nova geração cresceu assistindo os clássicos do cinema de Horror americano dos anos 1980, mas também mantém um forte diálogo com a tradição brasileira(6), principalmente através das produções seminais de José Mojica Marins. Um dado curioso é que, uma Sessão de TV apresentada pelo Zé do Caixão (personagem de Mojica), o Cine Trash, exibido pela TV Bandeirantes entre os anos de 1996 e 1997, teve grande influência no Brasil para formação tanto de apreciadores quanto realizadores do gênero, que possivelmente viram nos filmes de Horror de baixo orçamento que a Sessão exibia, um exemplo a ser seguido na realização de seus próprios filmes.

Morte todas as tardes: o antológico Cine Trash da TV Bandeirantes
  Esta cena tem crescido muito nos últimos anos, e já não conta apenas com produções de orçamento pífio; é o caso de filmes como Trabalhar Cansa (2011), de Juliana Rojas e Marco Dutra, exibido no Festival de Cannes, Quando eu Era Vivo (2014), de Marco Dutra, com Antônio Fagundes,  O Diabo Mora Aqui (2015), de Dante Vescio e Rodrigo Gasparin, e Diário de um Exorcista - Zero (2016), de Renato Siqueira.

  A grande maioria dos realizadores da nova geração são militantes do gênero, isto é, tem filmografia cravada no Horror, como Paulo Biscaia Filho, que além de filmes produz peças teatrais. Seu último longa, Nervo Craniano Zero (2012), é uma mistura de Horror e Ficção Científica, fórmula pouco utilizada no Brasil, mas que, mesmo em um país sem tradição científica, mostrou ser perfeitamente possível de ser executada, pois cinema é, antes de tudo, imaginação.
  

  Este breve panorama do cinema de Horror no Brasil nos mostra como o cinema brasileiro não se resume aos grandes cânones do Cinema Novo, nem aos clássicos do cinema experimental, e muito menos às famigeradas Globochanchadas. Temos, sim, uma tradição no gênero de Horror. A questão principal, como sugere Cánepa, não é discutir a existência do gênero de Horror na cinematografia brasileira, pois isto já é fato, e sim pensar no equilíbrio entre os cânones do gênero e os elementos que formam o cinema de Horror autenticamente brasileiro, considerando nossa iconografia, costumes e cultura.


Notas:

(1) CÁNEPA, Laura Loguércio. Medo de quê? - uma história do horror nos filmes brasileiros. Tese (Doutorado em Multimeios) - Instituto de Artes, UNICAMP. Campinas, 2008. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000446825. Acesso em 17 mar. 2015.
(2) CÁNEPA, L. L.. Medo de Quê? - Uma história do horror nos filmes brasileiros. 2014. (Apresentação de Trabalho/Conferência ou palestra). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=zpjwsN0KK7w 
(3) Ibidem.
(4) Cánepa, Laura Loguercio. Op. Cit. 2008.
(5) PIEDADE,  Lúcio  de  Franciscis  dos  Reis.A  cultura  do  lixo: horror, sexo  e exploração  no  cinema.  2002.  222 f. Dissertação  (Mestrado  em  Multimeios) –Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, Campinas (SP), 2002.
(6) Cánepa, Laura Loguercio. Op. Cit. 2014

Referências bibliográficas:

CÁNEPA, L. L. Como pensar o Horror no cinema brasileiro. Disponível em http://www.portalbrasileirodecinema.com.br/horror/ensaio-como-pensar-o-horror-no-cinema-brasileiro-laura-canepa.php?indice=ensaios
 

Medo de quê? - uma história do horror nos filmes brasileiros. Tese (Doutorado em Multimeios) - Instituto de Artes, UNICAMP. Campinas, 2008. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000446825. Acesso em 17 mar. 2015.
 

Medo de Quê? - Uma história do horror nos filmes brasileiros. 2014. (Apresentação de Trabalho/Conferência ou palestra). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=zpjwsN0KK7w

CATELLI, Rosana Elisa, Cardoso, Shirley Pereira. O cinema brasileiro contemporâneo: retomada e diversidade. Disponível em http://www.rua.ufscar.br/o-cinema-brasileiro-contemporaneo-retomada-e-diversidade/

NOGUEIRA, Luís. Gêneros Cinematográficos. Disponível em www.livrosbabcom.ubi.pt
Um grupo de psicanalistas desembarca em um vilarejo distante para tratar do estranho caso envolvendo quatro mulheres soturnas que, vivendo em um antigo castelo, acreditam ser vampiras. Os profissionais estão convencidos de que as moças possuem sérios problemas psicológicos e apostam em métodos psicanalíticos para curá-las. Mas, quando a escuridão da noite tomar conta do vilarejo, acontecimentos inexplicáveis farão os psicanalistas reverem seus conceitos.

The Rape of the Vampire (Le Viol Du Vampire), também conhecido como Queen of the Vampires é um filme frânces de Horror, originalmente lançado em 1968, dirigido por Jean Rollin e estrelado por  Solange Pradel, Bernard Letrou e Ariane Sapriel. Trata-se do longa metragem de estreia do prolífico diretor e roteirista francês Jean Rollin.

Esta preciosidade do cinema de Horror francês é constituída por dois atos vagamente conectados: o primeiro é intitulado The Rape of the Vampire e conta a história das jovens que acreditam ser vampiras milenares; o segundo chama-se Queen of the Vampires e narra os acontecimentos do primeiro ato a partir da chegada de uma vampira ao vilarejo. O primeiro ato nada mais é do que um curta metragem produzido por Jean Rollin, que já havia finalizado o filme quando decidiu adicionar uma nova sequência para lançá-lo nos cinemas como longa metragem.

Em 1968, ano de lançamento do filme nos cinemas, a França passava por um momento político bastante conturbado, e aquele cenário delicado fez com que as principais distribuidoras do país dessem uma pausa nas atividades, para retornarem quando o quadro político estivesse mais estável. Este fato favoreceu The Rape of the Vampire, que tornou-se o filme de maior sucesso de bilheteria no mês de seu lançamento. Mais um clássico do Horror europeu. Recomendo incondicionalmente.


Título Original: The Rape of the Vampire aka Le Viol Du Vampire (1968)
Cor:
P & B
Região do DVD: Todas
Idiomas / Sistema de Som:
Dublado em Português - Estéreo
Francês - Dolby Digital 2.0
Formatos de Tela: Fullscreen



Nas dependências sombrias de um manicômio, psiquiatra revela a um colega quatro casos extremamente macabros envolvendo seus pacientes. Incrédulo quanto às histórias medonhas que acabara de ouvir, o rapaz deixa a sala psiquiátrica e, nos corredores sinistros do manicômio, presencia uma cena bizarra que o fará crer naqueles contos absurdos.

Terror e Loucura (Tales That Witness Madness), também conhecido como Testemunha da Loucura, é um filme britânico de Horror, originalmente lançado em 1973, dirigido por Freddie Francis, escrito pela atriz Jennifer Jayne e estrelado por Donald Pleasence, Joan Collins e Kim Novak.

Com direção de um dos mais importantes realizadores do cinema de Horror clássico e estrelado pelo lendário Donald Pleasence, Tales That Witness Madness  figura, sem sombra de dúvida, entre os melhores filmes de Horror da década de 1970. Trata-se de uma antologia que reúne quatro contos fantásticos, uma prática em voga durante as décadas de 1960 e 1970, principalmente pelas produções da Amicus, que em seu curto período de existência lançou antologias clássicas como Dr. Terror's House of Horrors (1965), Torture Garden (1967), The House That Dripped Blood (1970), Asylum (1972), Tales from the Crypt (1972), The Vault of Horror (1973) e From Beyond the Grave (1974), a maioria delas tendo a direção de Freddie Francis. Apesar de não ser uma produção da Amicus, Tales That Witness Madness traz a marca de Freddie Francis e todos os elementos fantásticos que marcaram as memoráveis antologias das décadas de 1960 e 1970. Recomendo incondicionalmente.


Título Original: Tales That Witness Madness (1973)
Cor: Colorido
Região do DVD: Todas
Idiomas / Sistema de Som:
Dublado em Português - Estéreo
Inglês - Dolby Digital 2.0
Formatos de Tela: Widescreen



A Lista de Filmes foi atualizada, para conferir clique no link abaixo:

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Após receber alta de uma clínica psiquiátrica, uma jovem mulher parte, junto com marido e amigos, para um passeio no final de semana. Durante a viagem, um problema no motor do avião força o grupo a pousar e passar a noite em uma ilha desconhecida, onde irão viver seus mais terríveis pesadelos nas mãos de uma família macabra.

Os Anfitriões (American Gothic) é um filme britânico de Horror, originalmente lançado em 1988, dirigido por John Hough e estrelado por Sarah Torgov , Terence Kelly e Mark Erickson. O conceito do filme, bem como seu cartaz de divulgação, foram inspirados na famosa pintura do artista Grant Wood, intitulada American Gothic.

A partir da década de 1960, o Horror deixa de ser uma ameaça exterior e insere-se dentro do lar, no seio da  família. O filme que inicia esta nova fase é o paradigmático Psicose (1960), do mestre Alfred Hitchcock: a figura monstruosa agora é o próprio Ser Humano. As duas grandes guerras e a violência generalizada no mundo evidenciaram quanta maldade o Ser Humano era capaz de cometer, e os cineastas se encarregaram de retratar esta realidade no cinema.

O tema das famílias disfuncionais foi fartamente representado no cinema de Horror após Psicose (1960),  gerando clássicos como O Massacre da Serra Elétrica (1974), Quadrilha de Sádicos (1977) e Os Anfitriões (1988). Todos estes filmes possuem em comum o fato de questionarem a ideia preconcebida das relações familiares.


Pintura do artista Grant Wood, intitulada American Gothic.
Em Os Anfitriões, uma família fanático-religiosa comete as maiores atrocidades em nome da moral e dos bons costumes; uma dura crítica à hipocrisia de uma sociedade autoritária. O ataque ao modelo tradicional de família imposto pelas instituições conservadoras não para por aí, são inúmeros os momentos do filme em que o comportamento das famílias tradicionais são questionados, mas seria ocioso elencá-los aqui, convido o leitor a ver o filme para evidenciar tais cenas. Por se tratar de um filme Slasher, não preciso nem dizer que toda essa mensagem é construída através de cenas impagáveis de violência gráfica, não é mesmo? Recomendo incondicionalmente.

Título Original: American Gothic (1988)
Cor: Colorido
Região do DVD: Todas
Legenda: Português
Idiomas / Sistema de Som:
Inglês - Dolby Digital 2.0
Formatos de Tela: Fullscreen



Um obscuro experimento científico transforma homem em uma criatura abominável, cujo único refúgio são os pântanos sombrios da Louisiana. Todas as noites, o pobre diabo vaga pelos confins inexplorados das planícies, tentando encontrar uma maneira de se vingar do homem que o transformou naquele monstro medonho.

O Monstro do Pântano (Swamp Thing), também conhecido como A Maldição do Pântano, é um filme estadunidense de Horror e ficção científica, originalmente lançado em 1982, dirigido por Wes Craven e estrelado por Louis Jourdan, Adrienne Barbeau e Ray Wise. O filme é uma adaptação de um clássico dos quadrinhos publicado pela DC Comics.

Famoso pela produção de filmes de Horror com fortes críticas sociais, Swamp Thing marca a primeira incursão do talentoso diretor Wes Craven na ficção científica. O filme se tornou um grande clássico da TV na década de 1980, e formou uma legião de fãs no Brasil. A sequencia de Swamp Thing, intitulada A Volta do Monstro do Pântano (1989), foi lançada sete anos após o lançamento do filme de Craven e teve a direção de Jim Wynorski. Swamp Thing foi a segunda adaptação de um personagem da DC Comics para o cinema. Recomendo incondicionalmente.


Título Original: Swamp Thing (1982)
Cor: Colorido
Região do DVD: Todas
Legenda:
Português
Idiomas / Sistema de Som:

Dublado em Português - Estéreo
Inglês - Dolby Digital 2.0
Formatos de Tela: Fullscreen


Morte todas as tardes¹ : o antológico Cine Trash da TV Bandeirantes
A trajetória do cineasta José Mojica Marins se confunde com a própria história do cinema de Horror no Brasil. Em 1996, o lendário cineasta escreveria mais um capítulo dessa história, ao retornar à TV Bandeirantes (entre 1967 e 1968 ele apresentou o programa Além, Muito Além do Além, na emissora) para apresentar o memorável Cine Trash, uma sessão de filmes que exibiu mais de 170 produções de Horror, durante os quase dois anos que ficou no ar.


Propagandas nos jornais (Fonte: maratonatrash.blogspot.com.br)
Matéria sobre a estreia do Cine Trash (Fonte: maratonatrash.blogspot.com.br)

Em sua primeira fase, Zé do Caixão e as "guardiãs" apresentaram filmes clássicos do Horror, Ficção Científica, Slasher e Trash em plena 15h15 da tarde, algo completamente impensável nos dias atuais, já que hoje existe o Sistema de Classificação Indicativa Brasileiro. Em sua segunda fase, o programa passou a ser exibido no horário noturno, às 22h30, porém não contava mais com a apresentação de Zé do Caixão. O Cine Trash ficou marcado na memória dos fãs de Horror e influenciou uma geração de jovens, que saíram em busca de uma câmera amadora para produzir seus filmes caseiros. 

Matéria anunciando os filmes do Cine Trash (Fonte: maratonatrash.blogspot.com.br)
Produções que sequer seriam lançadas no Brasil, ou mesmo em qualquer outra parte do mundo, passaram no Cine Trash, que possuía uma programação eclética dentro do universo do Horror, chegando a exibir grandes produções das décadas de 1960 e 1970. Não obstante, sua ênfase estava nas produções independentes dos anos 80, muitas das quais produzidas diretamente para o vídeo.

Zé do Caixão e as "guardiãs"
 O Cine Trash criou seus próprios clássicos, como Psycho Cop - Ninguém está em Segurança (1989), A irmandade de Satanás (1971), A Visão do Terror (1986), Basket Case 2 (1990), O Portão II - Eles Estão de Volta (1990) e Abominável Criatura (1988), além de muitos outros, hoje cultuados pelos saudosistas do programa.

A Cidade Fantasma / Ghost Town (1988)
A Face da Corrupção / Corruption (1968)
A Filha de Sarah / Sarah's Child (1994)
Pérolas impagáveis do cinema subterrâneo, que não seriam exibidas em nenhuma TV do mundo, aberta ou fechada, passaram nas tardes malditas da Bandeirantes, como A Galeria dos Alienígenas (1986), O Maníaco (1980) e A Semente da Maldição (1990).

A Matilha da Maldição / Leviatán aka Monster Dog (1984)
A Seita do Demônio / Hammer House of Mystery and Suspense - And the Wall Came Tumbling Down (1984)
A Semente da Maldição / The Suckling (1990)
A melhor fase do programa foi, sem dúvida, a vespertina. Os filmes foram exibidos quase todos os dias, durante todo o ano de 1996. A sangueira só era interrompida quando o horário da sessão entrava em conflito com o de algum evento esportivo (na época a Bandeirantes era "o canal do esporte"), como os jogos olímpicos de Atlanta ou a Eurocopa.

Abelhas Assassinas / Killer Bees (1974)
Bem-Vindos à Casa de Lauter: A Morte os Espera / Witchtrap (1989)
Eu O Desejo – Uma História de Vampirismo / I, Desire aka Desire, the Vampire (1982)
O programa teve tanta influência que acabou por introduzir o termo Trash no vocabulário popular brasileiro, fazendo com que o subgênero fosse, no entanto, equivocadamente associado aos filmes de José Mojica Marins e a qualquer filme que utilizasse violência gráfica exacerbada e muito sangue.

Força Demoníaca: Linha Direta para o Inferno 2 / 976-Evil II (1992)
Grito de Horror 6 / Howling VI: The Freaks (1991)
Kadaicha / Kadaicha (1988)
No final de 1996, a sessão passou a ser exibida de maneira aleatória em horário vespertino e noturno, com exibições regulares nas noites de segunda-feira. Durante o período em que foi exibido, o Cine Trash teve altos índices de audiência, no entanto "pressões externas" fizeram o programa sair do ar em outubro de 1997, deixando muitos espectadores desolados. A lacuna deixada na parte da tarde foi preenchida pelo desprezível Programa H, apresentado por Luciano Huck.

Massacre II / Slumber Party Massacre II (1987)
Nas Sombras da Noite / The Night Brings Charlie (1990)
Névoas do Terror / A Study in Terror (1965)
Felizmente, muitos dos filmes exibidos naquela antológica sessão foram preservados em VHS e hoje encontram-se em versões digitais, outros tiveram lançamento no exterior e já é possível apreciá-los com legendas em Português-BR. No Acervo Hell Business, alguns possuem versão dupla: uma gravada do Cine Trash (TVRIP) e outra com qualidade digital e legendas e/ou áudio em português. Relembre aquele momento áureo da TV aberta brasileira conferindo estas preciosidades memoráveis. Recomendo incondicionalmente.

O Andar do Pavor / The 13th Floor (1988)
O Anel Maldito / Necropolis (1987)
O Bem contra o Mal / Good Against Evil (1977)
O Caçador de Cabeças / Headhunter (1989)
O Mercador das Trevas / The Dark Dealer (1995)
Spa Diabólico / Death Spa (1990)
Tentáculos / Tentacoli (1977)
Terrores da Noite / Nightwing (1979)
Visões da Morte / Through Dead Eyes (1994)
Notas: 
1 - O título desta matéria faz um trocadilho com o titulo de um famoso artigo do crítico Andre Bazin.

Referências:

CÁNEPA, Laura Loguercio. Recorrente no cinema popular brasileiro desde os anos 1960, o Horror volta à cena em produções de guerrilha e com metáfora social. In Filme Cultura. Nº 61-novembro-dezembro 2013-janeiro 2014.
Uma jovem mulher, atormentada por terríveis fantasmas do passado, tenta sobreviver às constantes investidas do demônio, na noite mais sombria e macabra de sua vida. Todos os caminhos a levarão à escuridão, todos a sua volta são servos do diabo: não há para onde correr, ninguém ouvirá seus gritos; a caveira viva está à espreita, e todo o inferno se libertará.

A Mansão do Homem Sem Alma (La vergine di Norimberga), também conhecido como Horror Castle, é um filme italiano de Horror, originalmente lançado em 1963, dirigido por Antonio Margheriti e estrelado por Rossana Podestà, Georges Rivière e Christopher Lee. O roteiro do filme foi baseado em uma história de Horror publicada na Itália em revista Pulp.

Um castelo medieval, sensualidade feminina, gritos histéricos de susto e um segredo do passado guardado à sete chaves: eis o mote de mais um clássico do Horror gótico. Com o grande Christopher Lee no elenco, o filme funciona e consegue criar um suspense contagiante capaz de fazer o espectador mergulhar dentro da trama, asfixiando-se com suas incessantes reviravoltas. Há uma boa dose de violência gráfica no filme, fato que o coloca entre os mais violentos da década de 1960.

A direção de arte dos filmes góticos é, frequentemente, um show à parte; e La vergine di Norimberga  faz jus à esta tendência. Ambientado no lendário castelo de Nuremberg, o filme possui uma atmosfera inebriante e uma fotografia de encher os olhos. Normalmente, os filmes góticos são ambientados entre os séculos XVIII e XIX, mas em La vergine di Norimberga, há uma dupla temporalidade muito interessante. Dentro do castelo, onde transcorre toda a ação, o corpo imagético do filme nos remete ao século XVII, quando na verdade a trama se passa na década de 1960 do século XX. Este paralelo temporal permite uma interface entre as terríveis torturas medievais e os horrores nazistas praticados durante a Segunda Guerra. Destaque para a presença de Chris Lee, que vive o criado do castelo; um homem soturno e misterioso. Recomendo incondicionalmente.


Título Original: La vergine di Norimberga aka Horror Castle (1963)
Cor: Colorido
Região do DVD: Todas
Legenda: Português
Idiomas / Sistema de Som:
Inglês - Dolby Digital 2.0

Formatos de Tela: Widescreen

Após explorar o solo de Marte em uma expedição científica no ano de 2032, um grupo de astronautas regressa para a sua base espacial carregando consigo um misterioso cristal. No interior da base, o estranho objeto sofre uma bizarra mutação e dá origem a um Ser desconhecido que irá transformar a vida dos astronautas num verdadeiro pesadelo macabro.

Gar - O Pequeno Homem do Espaço (Star Crystal), também conhecido como Terror no Espaço, é um filme estadunidense de Horror, originalmente lançado em 1986, dirigido por Lance Lindsay e estrelado por C. Juston Campbell, Faye Bolt e John W. Smith.

Considerado por muitos como o pior filme de todos os tempos, Star Crystal se apresenta como um autêntico representante do cinema Trash, uma vez que esta pérola possui a característica fundamental para que uma produção se enquadre neste subgênero: seus realizadores levaram a sério o trabalho; eles realmente pensaram que estavam criando um clássico do Horror Sci-Fi. Mas, como nem tudo na vida acontece como planejamos, o filme tornou-se um clássico do cinema bizarro.

Nos primeiros três minutos de Star Crystal, tudo faz crer que veremos um clássico do Horror Sci-Fi a lá O Enigma do outro Mundo (1982), mas a partir de então a trama transforma-se numa diarreia mental que acompanha o filme até o seu último segundo. Star Crystal é uma "caixinha de surpresas": o espectador é surpreendido com bizarrices a todo o momento, e quando pensa que viu o ápice do absurdo, o filme consegue se superar.

Com diálogos risíveis e atores péssimos, Star Crystal tentou repetir uma premissa consagrada do Horror Sci-Fi: no regresso de uma viagem interplanetária, um alien, escondido, acompanha a tripulação. A  tentativa de repetir uma fórmula tradicional, no entanto, acabou frustrada e o que vemos na tela  é um completo pandemônio generalizado. Para completar a desgraceira, na versão brasileira o filme recebeu o título de Gar - O Pequeno Homem do Espaço; um nome completamente inapropriado, já que trata-se de um alienígena e não um homem.

Não obstante o alto grau de bizarrice, o filme não se  resume apenas a isso; os efeitos visuais são muito bons para um filme de baixo orçamento, e mesmo as cenas mais precárias (houve utilização de objetos de brinquedo) estão bem postas e o resultado não é dos piores. Além disso, as cenas impagáveis que permeiam o filme garantem boas risadas. Para quem, assim como eu, é um fã incondicional do cinema Trash autêntico, eis aqui uma ótima indicação. Recomendo incondicionalmente.


Título Original: Star Crystal (1986)
Cor: Colorido
Região do DVD: Todas
Idiomas / Sistema de Som:
Dublado em Português - Estéreo
Formatos de Tela: Widescreen


No inicio do século XIX, um grupo circense organiza pequenos espetáculos paródicos que retratam, de maneira bem humorada, o quadro político e social decadente pelo qual passava a França no final das guerras napoleônicas. Após serem contratados pelo misterioso Conde Drago para realização de um espetáculo particular em seu Castelo sombrio, o grupo de artistas faz uma descoberta macabra sobre seu anfitrião.

O Castelo dos Mortos Vivos (Il Castello dei Morti Vivi), também conhecido como Castle of the Living Dead, é uma co-produção ítalo-francesa de Horror originalmente lançada em 1964, dirigida por Warren Kiefer e estrelada por Christopher Lee, Gaia Germani e Philippe Leroy.

Há um ano, o cinema de Horror perdeu um de seus maiores expoentes: o lendário Christopher Lee partiu, mas deixou uma obra primorosa e extensa, capaz de eternizá-lo na História da sétima arte. O Castelo dos Mortos Vivos é mais um clássico memorável protagonizado por Christopher Lee.

Com algumas alterações na fórmula, Chris Lee vive novamente o temível Conde Drácula, personagem que o carismático ator inglês eternizou no cinema partir do final dos anos 1950, através das memoráveis produções de Horror da Hammer Films. O filme marca a estreia de Donald Sutherland no cinema que, já em sua primeira atuação na tela grande, interpreta dois personagens: um soldado e uma bruxa velha.

Trata-se de um Horror gótico de primeira categoria, com uma fotografia e direção de arte impecáveis. Sabe-se que fazer direção de fotografia na década de 1960 não era uma tarefa fácil, ainda mais se tratando de um filme gótico. Criaram-se muitas lendas em torno da produção de Il Castello dei Morti Vivi, dentre elas a suposta participação de Michael Reeves na direção e Mario Bava como responsável pelos efeitos visuais. Mais uma obra prima do Horror gótico. Recomendo incondicionalmente.


Título Original: Il castello dei morti vivi aka Castle of the Living Dead (1964)
Cor:
P & B
Região do DVD: Todas
Legenda: Português
Idiomas / Sistema de Som:
Inglês - Dolby Digital 2.0

Italiano - Dolby Digital 2.0
Formatos de Tela: Widescreen


 
 
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